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    A Ilusão da Bênção: Teologia da Prosperidade e a Espiritualidade Superficial

    Lendo o livro de Karl Barth, “Carta aos Romanos”, deparei-me com uma citação intrigante: “O espírito servil de Hagar se exalta quando recebe alguma coisa, mas este é o caminho da expulsão” (Steinhofer). Barth, ao tratar da salvação, inclusive daqueles que não estão na igreja, nos alerta sobre a exaltação que pode acompanhar a recepção de bênçãos. Esta reflexão me leva a pensar em vários contextos modernos, especialmente no comportamento de certos crentes que vivem pedindo e, supostamente, exigindo milagres de Deus. Este fenômeno é particularmente comum entre os adeptos da Teologia da Prosperidade e aqueles que participam incessantemente de campanhas e petições. Leia também: O Absurdo da “Teologia” da…

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    Vida Cristã e as Riquezas

    Introdução A questão sobre as riquezas tem sido um tema central na ética cristã, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Enquanto no Antigo Testamento a riqueza muitas vezes era vista como uma bênção de Deus e um sinal de favor divino, o Novo Testamento apresenta uma abordagem mais crítica, alertando para os perigos espirituais associados à busca desenfreada por riquezas materiais. Essa mudança de perspectiva reflete a ênfase do Novo Testamento nas riquezas espirituais e na priorização do Reino de Deus sobre os tesouros terrenos. No Antigo Testamento, a riqueza era frequentemente associada à bênção de Deus e à recompensa pela fidelidade. Exemplos como Abraão, Salomão e Jó ilustram…