Os Donos da Fé: Monopolização da Cosmovisão Cristã
Introdução: O Dogma como Instrumento de Poder Desde os primórdios da Igreja, a disputa pela interpretação “correta” das Escrituras e a busca pela tem sido uma arena de conflito, onde o poder teológico se confunde com o poder político. Hoje, não é diferente. Um grupo específico, autoproclamado guardião da “verdadeira cosmovisão cristã”, ergue-se como juiz inquestionável da ortodoxia, determinando quem está dentro ou fora dos muros da fé aceitável. Essa elite teológica, muitas vezes vinculada à tradição reformada, opera sob a ilusão de que sua interpretação é pura, objetiva e livre de influências culturais, enquanto todas as demais são contaminadas por “agendas identitárias” ou “viéses modernos”. Mas quem, de fato,…
Contradições Evangélicas: Quando a Prática Nega a Fé
O meio evangélico contemporâneo é um campo fértil para contradições. Embora muitos se orgulhem de seguir a Bíblia como fundamento de sua fé, suas práticas muitas vezes revelam uma dissonância entre o que professam e o que vivem. Essa incoerência não apenas enfraquece o testemunho cristão, mas também levanta questões profundas sobre a natureza da fé, da teologia e da filosofia que sustentam essas ações. Afinal, como podemos afirmar crer em um Deus de amor e verdade, enquanto nossas atitudes refletem rivalidade, julgamento e incoerência? Leia também: As “Teologias” que Deformam a Fé: uma Crítica ao Ensino Evangélico Brasileiro Um dos exemplos mais evidentes dessa contradição está na forma como…
Crítica de Série: Fantasmas (Ghosts)
Se você está procurando uma série que vai te fazer gargalhar, se emocionar e ainda filosofar sobre a vida (e a morte!), Fantasmas (Ghosts) é a escolha perfeita! Essa pérola da Paramount, também disponível na Netflix, é a mistura ideal de humor afiado, personagens cativantes e uma premissa deliciosamente absurda. A trama acompanha Sam (Rose McIver, nossa eterna iZombie) e Jay (Utkarsh Ambudkar), um casal apaixonante que herda uma mansão histórica e decide transformá-la em um hotel. Mas o que parecia ser um sonho logo vira um pesadelo — ou melhor, uma loucura hilária — quando Sam sofre um acidente e começa a ver e interagir com os fantasmas que…
Crítica: Seu Amigão da Vizinhança: Homem Aranha
O Cabeça de Teia está de volta em uma nova roupagem animada que, ao mesmo tempo, soa familiar e completamente inusitada. Homem-Aranha: Seu Amigão da Vizinhança nos leva a uma dimensão alternativa onde Peter Parker ainda é o nerd desastrado que conhecemos, mas com algumas diferenças instigantes. De roupas que remetem aos anos 80 ao toque místico em sua origem heroica, a série reinventa a história do Aranha sem perder sua essência cativante. Leia também: Crítica série Agatha: Desde Sempre (Disney+) A ambientação é um prato cheio para os fãs de longa data. O estilo artístico resgata a estética dos quadrinhos clássicos, trazendo aquele traço inconfundível que faz qualquer apaixonado…
Crítica: Série: O Pinguim
O Pinguim é, sem dúvida, um sopro de originalidade para o universo sombrio de Gotham e suas complexas relações de poder. Como spin-off de The Batman (2022), a série pega a tocha do filme e mergulha ainda mais fundo na vida do Pinguim, agora promovido a protagonista, com Colin Farrell encarnando o papel com precisão inquietante. A maquiagem do ator é uma das chaves do sucesso: o visual grotesco e distorcido, somado a seus trejeitos sombrios, faz de Oz um personagem que transita entre o caricato e o trágico, sempre no fio da navalha entre o repulsivo e o fascinante. Leia também: Crítica: Coringa: Delírio a Dois O roteiro abraça…
O Vício à Prosperidade Eclesiástica
Há uma idolatria oculta no meio evangélico, uma devoção cega que se camufla entre números e sucessos aparentes. A obsessão pela quantidade tem distorcido o foco da fé cristã, substituindo a simplicidade do Evangelho pela ambição de encher templos, contas bancárias e agendas ministeriais. A cultura de resultados rápidos e grandiosos contaminou o coração de muitas igrejas, tornando o sucesso terreno o padrão de medida da bênção divina. Mas a pergunta que fica é: será que essa prosperidade numérica agrada a Deus? Leia também: Quando a Meritocracia Usurpa o Evangelho Um dos exemplos mais evidentes dessa cultura é o fascínio por igrejas com um grande rol de membros. Quando o…