• A imagem apresenta um pássaro de aparência majestosa e etérea, voando em direção a várias mãos estendidas. A cena tem um tom artístico e surreal, com um fundo nebuloso e celestial, dando uma sensação de mistério e transcendência. As asas do pássaro parecem se dissolver em pequenos fragmentos, que podem ser interpretados como pedaços de papel, penas ou borboletas, reforçando uma simbologia de transformação, liberdade e efemeridade. As mãos ao redor parecem estar oferecendo acolhimento ou buscando contato com a ave, sugerindo um tema de conexão, esperança ou libertação. A paleta de cores escuras e douradas adiciona um ar dramático e contemplativo à composição.
    Autismo,  Neurodiversidade

    O Pássaro Não Precisa Explicar seu Voo

    Há um pássaro pousado no meu peito. Ele não canta como os outros, não voa no mesmo ritmo, não escolhe os mesmos galhos. Às vezes, ele se esconde quando o mundo fala alto demais. Outras, ele se perde em cantos que só ele enxerga. Mas ele não está errado. Ele só é pássaro de um jeito diferente. Hoje é 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e eu queria dizer algo bonito, algo que fizesse você entender. Mas a verdade é que talvez você nunca vá entender de verdade — assim como eu nunca vou entender completamente como é ser você, neurotípico, navegando o mundo com uma bússola…

  • Neurodiversidade

    Entre a Fé e o Preconceito: A Igreja e o Sofrimento Mental

    A igreja, historicamente, sempre se apresentou como um local de acolhimento, onde o doente, o quebrantado e o necessitado encontram alívio e consolo. No entanto, quando o assunto é doença mental, essa imagem de refúgio nem sempre se mantém. Em pleno século XXI, em um mundo inundado de avanços científicos e acesso à informação, muitos segmentos da igreja ainda se agarram a concepções arcaicas sobre o sofrimento humano, perpetuando preconceitos e causando danos àqueles que mais necessitam de cuidado e compaixão. Leia também: Sobre o Estranho Preconceito Dentro do corpo eclesiástico, há uma grande diversidade de posturas quanto às doenças, tanto físicas quanto mentais. De um lado, encontramos aqueles que…

  • Saúde

    Suicídio: Quando a Dor Silencia

    Aqueles que nunca sentiram o peso insuportável de viver, comumente caem no erro de acreditar que alguém que pensa em suicídio escolhe conscientemente considerar essa opção. É uma suposição trágica, carente de empatia, que ignora a realidade devastadora enfrentada por quem carrega essa dor. Quando a mente é tomada por pensamentos suicidas, não há escolha entre viver e morrer. Há apenas a dor, e com ela, a urgência de encontrar uma maneira de silenciá-la. O pensamento suicida não surge como uma decisão, mas como a única resposta visível à aflição insuportável. Não existem bifurcações nesse caminho; existe apenas um túnel escuro em que a única luz parece ser a saída…