• A imagem está dividida em duas cenas, ambas com forte simbolismo cristão. Na parte esquerda, há um homem trajando vestes eclesiásticas dentro de uma igreja, carregando duas ovelhas nos ombros. A expressão séria e o ambiente sagrado, com vitrais e uma cruz ao fundo, sugerem a figura de um pastor que cuida de seu rebanho. A imagem transmite a ideia de liderança cansada e fadigada, trabalhando sozinha. Na parte direita, um grupo de pessoas vestidas com túnicas azuis está reunido em um ambiente de igreja, formando um semicírculo ao redor de um grande livro sagrado, que brilha intensamente com uma cruz dourada em sua capa. Acima do livro, uma pomba branca paira, irradiando luz, simbolizando o Espírito Santo. A cena evoca a presença divina, a iluminação espiritual e o estudo comunitário das Escrituras, possivelmente representando um momento de culto ou adoração em que todos atuam conjuntamente.
    Crítica

    Igrejas Adultas ou Crianças Espirituais?

    A imagem de uma igreja que desmorona na ausência do pastor é, infelizmente, uma realidade em muitas comunidades cristãs hoje. Ouvimos frequentemente líderes afirmando: “Minha igreja precisa de mim, ela não funciona sozinha”, ou “Se eu sair por um mês, tudo desanda”. Essas declarações, embora possam refletir uma preocupação genuína, também revelam uma triste verdade: muitas igrejas, mesmo após anos de existência, ainda agem como crianças espirituais, incapazes de caminhar sem o constante auxílio de um líder. Mas qual é a raiz desse problema? E como podemos, à luz das Escrituras, repensar essa dinâmica? Leia também: Pastor Também é Ovelha A Dependência Infantil das Igrejas A analogia de uma igreja…

  • A imagem retrata um ambiente luxuoso dentro de uma igreja suntuosa, com vitrais coloridos e grandes lustres dourados pendendo do teto. No centro, há um púlpito grandioso feito inteiramente de ouro, ornamentado com um símbolo de cruz na parte frontal. Ao redor do púlpito, diversos elementos remetem à riqueza material: pilhas de dinheiro, barras de ouro, joias reluzentes e um saco de couro contendo moedas e um colar de pérolas. Em primeiro plano, uma Bíblia aberta está posicionada sobre a plataforma dourada, contrastando com os símbolos da opulência ao redor. No fundo, um carro de luxo estacionado dentro da igreja reforça a ideia de ostentação e prosperidade. A iluminação quente e dourada destaca o esplendor do cenário, enquanto a ausência de pessoas sugere uma reflexão sobre a relação entre fé e riqueza.
    Crítica

    As Contradições da “Teologia” da Prosperidade

    A “teologia” da prosperidade, também conhecida como “evangelho da prosperidade”, é um movimento que ganhou força no século XX, principalmente em círculos pentecostais e neopentecostais. Seus precursores e principais expoentes incluem figuras como Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Oral Roberts, Creflo Dollar e Joel Osteen, entre outros. Essa teologia enfatiza a ideia de que a bênção financeira e o bem-estar físico são sempre a vontade de Deus para os crentes, desde que eles tenham fé suficiente, façam doações generosas (muitas vezes chamadas de “sementes financeiras”) e declarem bênçãos sobre suas vidas. Leia também: O Veneno das Teologias Enganosas na Igreja Principais ensinamentos e precursores: Por que esses ensinos vão contra as Escrituras? A teologia da prosperidade é…

  • Ensaios

    Quando um Pregador Deve Negar uma Oferta?

    Uma análise teológica, filosófica e pastoral sobre o discernimento na aceitação de ofertas O ato de receber uma oferta como pregador tem suas raízes na tradição cristã e, muitas vezes, é visto como uma forma legítima de sustento para aqueles que se dedicam ao ministério. Contudo, a aceitação de uma oferta não é apenas uma questão de conveniência ou tradição; trata-se de um ato que carrega implicações éticas, teológicas e espirituais. Há situações em que, por prudência e fidelidade ao Evangelho, um pregador deve rejeitar uma oferta. 1. Quando a oferta é excessivamente elevada e pode gerar soberba 1 Timóteo 6:9-10 adverte sobre os perigos do amor ao dinheiro, que…

  • Autismo,  Saúde

    O Papel da Igreja na Prevenção do Suicídio entre Pessoas Autistas

    Nos últimos anos, muito tem se falado sobre a importância de a igreja se posicionar como pró-vida, especialmente em debates relacionados ao aborto e à dignidade de cada vida. Contudo, para muitas igrejas, essa defesa da vida, que poderia e deveria ser uma postura integral, tem se mostrado limitada ao começo da existência e, em muitos casos, se restringe a uma visão parcial de quem realmente precisa de apoio. No entanto, diante da alarmante taxa de suicídio entre pessoas autistas, questiono: será que estamos verdadeiramente comprometidos em defender a vida daqueles que estão entre nós, lutando diariamente para se manterem firmes? Leia também: Como Ajudar Alguém com Ideações Suicidas Um…

  • Política

    O Reino Que Não se Encontra no Voto

    A igreja de nossos tempos parece carregar uma mala repleta de anseios ancestrais, um desejo quase utópico de reproduzir um reino onde a divindade governa em teocracia e o homem obedece. Mas, e quanto ao Evangelho? Esse Evangelho marcado por um amor que transcende fronteiras e que se oferece em graça a quem deseja se achegar, de forma voluntária e sincera? A velha aliança de Israel com Deus foi como uma escola para as gerações, uma lição de fidelidade e de dependência divina. Mas com Cristo, vivemos sob o Novo Testamento, e o amor de Deus se alarga ao “kosmos” — o mundo —, sem exigência de raça ou nacionalidade,…