A Dualidade da Socialização Autista
Viver com autismo é viver em um mundo onde a socialização é tanto uma necessidade quanto um desafio contínuo. Para muitos autistas, como eu, a interação social não flui naturalmente; é uma construção mecânica e superficial, uma réplica do que observamos e entendemos ser esperado de nós. A socialização autista pode ser vista como uma performance. Cumprimentos e interações básicas são aprendidos e repetidos, como uma coreografia ensaiada. Estes gestos são necessários para o convívio diário, mas falta-lhes a espontaneidade e o genuíno engajamento que os neurotípicos talvez considerem natural. Não consigo iniciar ou sustentar conversas triviais; simplesmente não sei como fazê-lo de maneira que pareça natural. Quando a conversa…